Vitor Cesar > Invitation house / Casa convite

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Once again I visited the home of Oskar and Sofia Hansen, in Szumin – a village which is approximately one hour from Warsaw. It was the second time I was there, the first was the preliminary residency trip in March. And when they asked me if I would join the group that will go to the house, I had no doubt, because it was certainly one of the most striking recent experiences I have had. Before meeting, I knew practically nothing about the house, had just read something quickly on the internet before the first visit.

Oskar Hansen is a Polish architect who was part of Team X – a group of architects who reacted, and responded, to the ideals modernist dogmatic, gathered from the context of the International Congresses of Modern Architecture, known as CIAM.

His best-known proposal is the idea of ​​’open form’, which has the Szumin house probably as the best example of experimentation. In an attempt to summarize the concept, the open form would be to design a project that understand architecture from the people, they regarded not as abstractions – an idealized universal subject supposed – but from their experiences, contexts and expectations. For Hansen, the people were co-creators of space.

Already on arrival the house is stated as something subtly off the standards of the region. Although maintain the scale and also certain volumetric aspects of other surrounding houses, its implementation draws attention, as the construction goes through the fence that marks the ground. This creates different spaces: public, semi- public and private, to communicate.

Even in the outside area, almost on the street, one of the fundamental elements and which the most strikes me is a wooden bench set below the threshold of the house. The bench was understood by the architect as an invitation to passers sit or enter the residence. I say this is a common practice in the region, and maybe it’s something that happens in different places. However, it is inevitable to me refer to a street experience that exists in Fortaleza and other cities in the Northeast of Brazil – where people go to talk sidewalk in the late afternoon, when the sun is ‘cold’ (ie after a 16h , when it is not so hot).

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And as I write the text, I think that the architect invitation is a key, or password, or key space, which opens multiple input possibilities in the house. By walking through the spaces of the house and notice details, feel urged to try to seek, to find out something. It is not about ergonomic experiences that I have naturalized and automated on day-by-day, they are invitations-problem: the unevenness of a floor is complemented by a wood that turns bench; finishing up a window space to put objects; painted white square at the entrance is another corresponding white square “mirrored” in the back of the house, establishing an axis; an asymmetrical cut that leaks a wooden plank frames the scenery or people passing behind.

Each object can have a multiplicity of meanings and seems to be there for that. It is not just making a functional home (and it is functional), but to create meanings for each visitor.

I understand that the idea of open form somehow happens, at least in me, since I went instigated to act, to do something, something not quite know yet what it is. It’s not an architect’s house-discourse as speech, but a home-like conversation, which stimulates me to pull this issue and continue the conversation with more people.

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More information:

Link para exposição realizada no MACBA

Centrala, arquitetos que desenvolveram projeto expográfico para a exposição sobre Oskar Hansen


Mais uma vez visitei a casa de Oskar e Sofia Hansen, em Szumin – um lugarejo que fica aproximadamente a uma hora de Varsóvia. Foi a segunda vez que estive lá, a primeira foi na viagem preliminar da residência, em março. E quando me perguntaram se gostaria de me juntar ao grupo que iria até a casa, não tive dúvidas, pois certamente foi uma das experiências recentes mais marcantes que tive. Antes de conhecer, não sabia praticamente nada sobre a casa, apenas tinha lido algo rapidamente na internet antes da primeira visita.

Oskar Hansen é um arquiteto polonês que fez parte do Team X – um grupo de arquitetos que reagiu, e respondeu, aos ideais modernistas dogmáticos, reunidos a partir do contexto dos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna, conhecidos como CIAM.

Sua proposição mais conhecida é a ideia de ‘forma aberta’, que tem a casa de Szumin provavelmente como o melhor exemplo de experimentação. Numa tentativa de resumir o conceito, a forma aberta seria a concepção de um projeto que compreendesse arquitetura a partir das pessoas, estas consideradas não como abstrações – um suposto sujeito universal idealizado – mas a partir de suas experiências, contextos e expectativas. Para os Hansen, as pessoas eram co-criadoras do espaço.

Já na chegada a casa se enuncia como algo sutilmente fora dos padrões da região. Ainda que mantenha a escala e também certo aspectos volumétricos de outras casas do entorno, sua implantação chama a atenção, pois a construção passa por cima do muro que demarca o terreno. Isso gera diferentes espaços: públicos, semi-públicos e privados, que se comunicam.

Ainda na área externa, quase na rua, um dos elementos fundamentais e que mais me chama a atenção é um banco de madeira fixado abaixo do limite da casa. O banco era entendido pelo arquiteto como um convite para os passantes sentarem ou entrarem na residência. Me dizem que esta é uma prática comum na região, e talvez seja algo que aconteça em diferentes lugares. Entretanto, é inevitável para mim remeter a uma experiência de rua que existe em Fortaleza, e em outras cidades do Nordeste do Brasil – em que as pessoas vão pra calçada conversar no final da tarde, quando o sol está ‘frio’ (ou seja, depois de umas 16h, quando não está mais a pino).

E enquanto escrevo o texto, penso que o convite do arquiteto é uma chave, ou palavra-chave, ou espaço-chave, que abre múltiplas possibilidades de entrada na casa. Ao percorrer os espaços da casa e perceber detalhes, me sinto instigado a experimentar, a procurar, a descobrir algo. Não se trata de experiências ergonômicas que já naturalizei e automatizei no dia a dia, são convites-problema: o desnível de um piso é complementado por uma madeira que vira banco; o acabamento acima de uma janela é espaço para colocar objetos; o quadrado branco pintado na entrada encontra outro quadrado branco correspondente “espelhado” no fundo da casa, estabelecendo um eixo; um recorte assimétrico que vaza uma prancha de madeira enquadra a paisagem ou pessoas que passam por trás.

Cada objeto pode ter uma multiplicidade de sentidos e aparenta estar ali para isso. Não se trata de fazer uma casa apenas funcional (e ela é funcional), mas de criar sentidos para cada visitante.

Compreendo que a ideia de forma aberta de algum modo acontece, pelo menos em mim, pois saio instigado a atuar, a fazer algo, algo que nem sei bem ainda o que é. Não é uma casa-discurso do arquiteto como palestra, mas uma casa-discurso como conversa, que me estimula a puxar esse assunto e continuar a conversa com mais gente.

Mais informações:

Link para exposição realizada no MACBA

Centrala, arquitetos que desenvolveram projeto expográfico para a exposição sobre Oskar Hansen

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