Art research routes / Rotas para pesquisa artística

In residency: Art research routes in 30 years of Videobrasil

Displacement is always transformative in an artist’s career. “One cannot say art production today has not been affected by the dynamic of displacement. There is an impact upon the geography itself, in the sense of broadening boundaries,”* says Videobrasil director-general and curator Solange Farkas. And the process also concerns the institution that hosts the artist – both become “impregnated” by this contact, creating an environment of continuing education, research, production and dissemination.

Based on this conception, Associação Cultural Videobrasil has been offering, since 1988, residency prizes to artists selected via competitive shows and open calls. Forty artists from the so-called geopolitical South (comprising Latin America, the Caribbean, Africa, Middle East, Eastern Europe, South and Southeast Asia and Oceania) have won residencies undertaken at different institutions around the world, in a bid to strengthen a collaborative network that will encourage displacements between the South-South and South-North axes.

Videobrasil seeks out partnerships with contemporary programs of various designs and personalities that may offer a broad range of experiences – from residencies based on studio practices and conversations with the art system to programs that encourage artists to access and explore the reality of their surroundings.

Associação Cultural Videobrasil’s experience in the realm of artist residencies was recently recounted in the book “In residency / Routes to art research in 30 years of Videobrasil.” Launched in 2013, in partnership with Edições Sesc-SP, the publication compiles accounts from over thirty artists who have taken part in Associação’s program. The book also comprises a rich conversation between Videobrasil’s director and curator Solange Farkas, and curator and professor Marcos Moraes, coordinator of the FAAP Artist Residency Program, and holder of a PhD from FAU-USP, whose thesis discusses the potential of artist residencies as environments for education, creation and dissemination. They examine this dynamics of mobility from historical and current perspectives, highlighting Videobrasil’s pioneering action in promoting residencies in Brazil and abroad.

See below excerpts from accounts found in the book “In residency / Routes to art research in 30 years of Videobrasil”:

Sandra Kogut (Brasil)
CICV – Centre International De Création Vidéo > Montbéliard, France, 1990
7TH FESTIVAL, 1989

“This unexpected invitation opened up a whole gamut of possibilities. The idea of spending months somewhere with access to a technology that was completely inaccessible up until that point, so that I could develop my ideas, create, do whatever I wanted, seemed like a dream come true.”

Eder Santos (Brasil)
CICV – Centre International De Création Vidéo > Montbéliard, France, 1991
7TH FESTIVAL, 1989

“Though short-lived – only a month –, this exchange opportunity in the early 1990s was extremely significant. I consider it the starting point to my international career.”

mahmoudkhaled_150 Mahmoud Khaled (Egito)
Casa Tomada/Delfina Foundation > São Paulo, Brazil/London, United Kingdom, 2012
2ND VIDEOBRASIL IN CONTEXT PRIZE, 2012

“I believe anything you do or experience in a residency situation is reflected in your practice, and is bound to affect your work in the future. It is always interesting and stimulating for an artist to play the role of guest in a new place. I would go so far as to say that this is almost a part of our profession, as artists; this is basically the mechanism by which ideas regenerate.”

caoguima_150 Cao Guimarães (Brasil)
Gasworks > London, United Kingdom, 2006
15TH FESTIVAL, 2005

“A residency (that is not your own) in another country forces you to move, to tamper with near-outdated structures that you get yourself into, to shake up the pseudo-foundations you establish on shaky ground, to implode certainties and, obviously, to lose sleep.”

cjoskowicz_150 Claudia Joskowicz (Bolívia)
Instituto Sacatar > Itaparica Island, Bahia, Brazil, 2012
17TH FESTIVAL, 2011

“The residency allowed me to take advantage of time and space in order to respond to a different landscape. The experience still reverberates in my memory, and though my way of making art may not reflect it directly, the way I see new landscapes does.”

guipeters_150 Guilherme Peters (Brasil)
Casa Tomada > São Paulo, Brazil, 2011
1ST VIDEOBRASIL ATELIÊ ABERTO PRIZE, 2011

“Aside from creating new opportunities for me to deal with issues that my work already contained, the residency gave way to new opportunities, presented by the other participants, artists and critics. The daily coexistence and dialogue among participants had a transformative effect.”

* excerpt taken from the book “In residency / Routes to art research in 30 years of Videobrasil”


 

In residency: Art research routes in 30 years of Videobrasil

O deslocamento é sempre transformador no percurso de um artista. “Não dá para dizer que hoje a produção não tenha sido afetada pela dinâmica do deslocamento. Há um impacto na própria geografia, no sentido de ampliar fronteiras”*, aponta a diretora geral e curadora do Videobrasil, Solange Farkas. E o processo diz respeito também à instituição que recebe o artista – ambos se “impregnam” a partir desse contato, gerando um ambiente de formação continuada, pesquisa, produção e difusão.

É a partir desta concepção que a Associação Cultural Videobrasil oferece, desde 1988, prêmios de residência a artistas selecionados em mostras competitivas e convocatórias. 40 artistas do chamado Sul geopolítico (que compreende América Latina, Caribe, África, Oriente Médio, Europa do Leste, Sul e Sudeste asiático e Oceania) já foram contemplados com residências em instituições ao redor do mundo, visando o fortalecimento de uma rede colaborativa que estimule os deslocamentos entre os eixos Sul-Sul e Sul-Norte.

O Videobrasil busca parcerias com programas contemporâneos, de desenho e de personalidade próprios, que possam oferecer um leque amplo de experiências – desde residências centradas na prática de ateliê e na interlocução com o sistema de arte, a programas que estimulam o artista a acessar e explorar a realidade de seu entorno.

A experiência da Associação Cultural Videobrasil no âmbito das residências artísticas foi recentemente contada no livro “Em residência / Rotas para pesquisa artística em 30 anos de Videobrasil”. Lançada em 2013, em parceria com as Edições Sesc-SP, a publicação compila relatos de mais de trinta artistas que participaram do programa de residência promovidos pela Associação. O livro inclui ainda um rico diálogo entre a diretora e curadora do Videobrasil, Solange Farkas, e o curador e professor Marcos Moraes, coordenador doPrograma de Residência Artística da FAAP, e doutor pela FAU-USP, discutindo em sua tese o potencial das residências artísticas como ambientes de formação, criação e difusão. Ambos examinam essa dinâmica da mobilidade por um viés histórico e atual, evidenciando a ação pioneira do Videobrasil na promoção de residências artísticas no país e no exterior.

Confira abaixo trechos de relatos encontrados no livro “Em residência / Rotas para pesquisa artística em 30 anos de Videobrasil”:

Sandra Kogut (Brasil)
CICV – Centre International De Création Vidéo > Montbéliard, França, 1990
7º FESTIVAL, 1989

“O convite, inesperado, abriu todo um horizonte de possibilidades. A ideia de passar meses num lugar, tendo acesso a uma tecnologia até ali completamente inacessível, para desenvolver minhas ideias, criar, fazer o que eu quisesse, parecia um sonho.”

Eder Santos (Brasil)
CICV – Centre International De Création Vidéo > Montbéliard, França, 1991
7º FESTIVAL, 1989

“Esse intercâmbio do começo dos anos 1990, embora de curta duração – apenas um mês – foi muito marcante. Considero-o o starting point na minha trajetória internacional.”

mahmoudkhaled_150 Mahmoud Khaled (Egito)
Casa Tomada/Delfina Foundation > São Paulo, Brasil/Londres, Reino Unido, 2012
2º PRÊMIO VIDEOBRASIL EM CONTEXTO, 2012

“Acho que qualquer coisa que se faça ou se vivencie em uma situação de residência se reflete em sua prática e afetará seu trabalho no futuro. É sempre interessante e estimulante para um artista fazer o papel de convidado em um novo lugar. Diria que isso quase faz parte de nossa profissão, como artistas; este é, basicamente, o mecanismo de regeneração de ideias.”

caoguima_150 Cao Guimarães (Brasil)
Gasworks > Londres, Reino Unido, 2006
15º FESTIVAL, 2005

“Uma residência (que não é a sua) em outro país força você a se movimentar, a mexer em estruturas quase caducas onde nos metemos, chacoalhar pseudoalicerces que vamos fincando em solo frouxo, implodir certezas e, obviamente, perder o sono.”

cjoskowicz_150 Claudia Joskowicz (Bolívia)
Instituto Sacatar > Ilha De Itaparica, Bahia, Brasil, 2012
17º FESTIVAL, 2011

“A residência me permitiu aproveitar o tempo e o espaço para responder a uma paisagem diferente. A vivência ainda repercute em minha memória, talvez não se refletindo diretamente em meu modo de fazer arte, mas no modo como vejo novas paisagens.”

guipeters_150 Guilherme Peters (Brasil)
Casa Tomada > São Paulo, Brasil, 2011
1º PRÊMIO ATELIÊ ABERTO VIDEOBRASIL, 2011

“Além de criar novas oportunidades de lidar com questões que já estavam em meu trabalho, a residência instigou outras, trazidas pelos demais residentes, artistas e críticos. A convivência e o diálogo diário entre os participantes tiveram um efeito transformador.”

* trecho extraído do livro “Em residência / Rotas para pesquisa artística em 30 anos de Videobrasil”

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