Nurit Sharett > 2nd Week / 2ª Semana

While walking in the village one evening we heard women singing and followed their voices. We stood at the door and watched a group of women singing and dancing under the guidance of an older man. When they saw us they invited us to enter. It was a small room with a blackboard on one wall, with no characteristic signs. The women didn’t seem professional dancers or singers. When, with the help of a Chinese-speaking app, we asked whether there would be a performance, they nodded their heads. We didn’t understand the purpose of what seemed to be a rehearsal. As we were leaving they invited us to join them for dinner. But we were planning to meet with Liao, a sculptor who works with the residency. We told him about the singing women. He said that they were christians. He said that they were always very kind and invite people to join them, but that it was dangerous and we should better watch out.

The following day I passed by a building with a cross and I heard women singing; a similar song. Liao was right. It was a church.

With the help of Echo, our wonderful new Chinese teacher, I am already able to say a few sentences. Wo bu yao raw. (I don’t want meat). Which is a very important sentence for me. No matter where I travel, I always have to explain that I don’t eat meat. A Palestinian friend once gave me wine leaves, stuffed with rice an “just a little bit of meat” and she thought I wouldn’t realize it. In Italy a waiter was so surprised and said “poverina, non mangia carne” (poor you, you don’t eat meat). In Brazil I have been served duck, as it isn’t considered meat. The Chinese cuisine seems dominated by meat. I showed Echo, who helps me communicating with the people in the village, a few of the shots I took. Seeing the red menu, she said it was a restaurant which serves donkey meat only. We had eaten vegetarian soups and noodles there…I can also order hot or cold water. In many restaurants hot water is being served and not tea, as expected. The Chinese restaurants I remember from of my childhood always served Jasmin tea with the fortune cookies.

I am less obsessive about greeting everyone I see with “ni hau”, but I still do it often enough and it works as magic. I even managed to film in my favorite restaurant without assistance. Some portraits and shots of food. I started to walk with my video camera and the tripod. Collecting impressions and images. Portraying the village and the people, aware of my excitement about the exoticism of the place. The people, the sounds, the signs which I cannot read.

On Sunday we went out of town with a Swiss couple that has lived here for more than ten years. Oliver works for a big international company. It was a very gray day and suddenly I saw an big unidentified orange pile on the side of the road. Susanne explained that it was corn harvest time. The farmers would collect the corn, dry it in the sun and remove the grains. All is done without machines. We went for a short hike in nature, a small valley where nature grows without the interference of mankind. The bushes grow wild. But due to the big famine in the 60s there are no animals except some birds. On the way back to the car we passed through a stone quarry. The sight of the big machines and hills of cement and gravel of all different shades of gray reminded me of the film Metropolis.

On monday we woke up to a sunny day with blue sky. The first sunny day in a week. Now that I started to use a mask as well, I was happy to put it back in the bag and use it only while riding my bike in the sandy street near our studio. I have two masks. A white one for the day and a black one for the evening.


Uma noite, enquanto caminhávamos na aldeia, ouvimos mulheres cantando e seguimos suas vozes. Ficamos parados na porta assistindo a um grupo de mulheres cantando e dançando sob o comando de um homem mais velho. Quando eles nos viram nos convidaram para entrar. Era uma pequena sala com um quadro-negro em uma das paredes, sem sinais característicos. As mulheres não pareciam ser dançarinas ou cantoras profissionais. Quando, com a ajuda de um aplicativo de língua chinesa, nós perguntamos se haveria uma performance, eles concordaram com a cabeça. Não entendemos o propósito do que parecia ser um ensaio. Quando estávamos saindo eles nos convidaram para jantar. Mas estávamos planejando nos encontrar com o Liao, um escultor que trabalha na residência. Nós lhe contamos sobre as cantoras. Ele nos disse que elas eram cristãs. Ele disse que elas eram sempre muito gentis e convidavam as pessoas a se juntarem a elas, mas que eram perigosas e que deveríamos tomar cuidado.

No dia seguinte, eu passei por um edifício com uma cruz e ouvi as mulheres cantando; uma canção semelhante. Liao estava certo. Era uma igreja.

Com a ajuda da Echo, nossa nova e maravilhosa professora de chinês, já sou capaz de dizer algumas frases. Wo bu yao raw. (Eu não quero carne). Que é uma frase muito importante para mim. Não importa para onde eu viajo, sempre tenho que explicar que não como carne. Uma amiga palestina, uma vez me deu folhas de uva, recheadas com arroz e “apenas um pouco de carne”, e ela pensou que eu não iria perceber. Na Itália, um garçom ficou tão surpreso que disse: “Poverina, non mangia carne” (pobre, não come carne). No Brasil me serviram pato, uma vez que não é considerado carne. A cozinha chinesa parece dominada pela carne. Eu mostrei a Echo, que me ajuda na comunicação com as pessoas da aldeia, algumas das fotos que tirei. Vendo o Menu vermelho, ela disse que era um restaurante que servia apenas carne de burro. Tínhamos comido sopas vegetarianas e macarrão lá…eu também posso pedir água quente ou fria. Em muitos restaurantes a água quente é servida e não chá, como esperado. Os restaurantes chineses que me lembro da minha infância sempre serviam chá de Jasmin com biscoitos da sorte.

Estou menos obcecada em cumprimentar todos que vejo com “ni hau”, mas eu ainda faço isso com bastante freqüência e funciona como mágica. Até consegui filmar em meu restaurante favorito sem assistência. Alguns retratos e fotos de comida. Comecei a andar com minha câmera de vídeo e um tripé. Coletando impressões e imagens. Retratando a vila e as pessoas, consciente da minha excitação em relação ao exotismo do lugar. As pessoas, os sons, os sinais que eu não consigo ler.

No domingo, saímos da cidade com um casal suíço que vive aqui há mais de dez anos. Oliver trabalha para uma grande empresa internacional. Foi um dia muito cinzento e de repente eu vi uma grande pilha laranja do lado da estrada que não consegui identificar. Susanne explicou que era a época da colheita do milho. Os agricultores recolhem o milho, o colocam para secar no solo e retiram os grãos. Tudo é feito sem máquinas. Fomos fazer uma curta caminhada na natureza, em um pequeno vale onde a natureza cresce sem a interferência do homem. Os arbustos crescem selvagens. Mas, devido à grande fome na década de 60 não há animais, exceto alguns pássaros. No caminho de volta ao carro, passamos por uma pedreira. A visão das grandes máquinas e dos montes de cimento e cascalho com todos os diferentes tons de cinza me lembrou do filme Metropolis.

Na segunda-feira acordamos para um dia ensolarado com céu azul. O primeiro dia de sol em uma semana. Agora que eu também comecei a usar uma máscara, fiquei feliz em colocá-la de volta na bolsa e usá-la somente quando estiver andando de bicicleta na rua de areia perto do nosso estúdio. Tenho duas máscaras. Uma branca para o dia e uma preta para a noite.

HOT-WATER-&-PENUTS

BREAKFAST

CORN

CORN-IN-VILLAGE

CORN-&-WOMAN

SOYA

QUARRY

Donkey menu

9

VEGTABLE-SHOP-OWNERS

SWEETS-VENDOR

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About Nurit Sharett

Born in 1963, Tel Aviv, Israel. Lives and works in Tel Aviv, Israel / Nasceu em 1963 em Tel Aviv, Israel. Vive e trabalha em Tel Aviv, Israel.

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