My residence in U-Jazdowski CCA // Minha residência no U-Jazdowski CCA

Durante meu período de residência no U-Jazdowski Castle na Polônia, desenvolvi um projeto chamado O Eu é um Outro, que consiste em uma série de pôsters instalados no trajeto da Marcha da Independêcia Polonesa, em Varsóvia. Produzimos cartazes com a frase “ja to ktos inny” (o eu é um outro), que foram instalados em alguns pontos do percurso da Marcha, que acontece todo o dia 11 de Novembro. Nos últimos anos, a celebração tem tido um caráter cada vez mais nacionalista e xenófobo. Nesse contexto, e através da criação deste contra-cenário, a ideia do projeto foi desestabilizar a narrativa consensual e fechada do nacionalismo, despertando questionamento através das dimensões poética e absurda da frase.

Além disso, participei de um debate sobre nacionalismo, ao lado de Ewa Majewska e Imani Brown, com o título de Alt-right. Tanto o projeto O Eu é um Outro quanto o debate fazem parte da programação da exposição Gotong Royong. Things We Do Together. Gotong Royong significa “tarefa comum”, um método de trabalho praticado na Indonésia que pode ser descrito como “coisas que fazemos juntos ao aprender sobre elas agindo juntos”. Nesta exposição também participo com uma videoinstalação que demonstra as ações e repressões de policiais em manifestações em São Paulo.

Gotong Royong. Things We Do Together fica em cartaz no U-Jazdowski Castle Center of Contemporary Art até janeiro de 2018.

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During my residency at U-Jazdowski Castle in Poland, I developed a project called The Other One, which consists in a series of posters installed on the path of the Polish Independence March in Warsaw. We produced posters with the phrase “ja to ktos inny” (“the Self is another one”), which were installed at some points in the course of the March, that happens in November 11. In recent years, the celebration has taken on an increasingly nationalist and xenophobic character. In this context, and from the creation of this counter-scenario, the project’s idea was to destabilize the consensual and closed narrative of nationalism, raising up questions through the poetic dimensions of the phrase.

In addition, I participated in a debate about nationalism, along with Ewa Majewska and Imani Brown, a entitled Alt-right. Both O Eu é um Outro project and the debate are part of the exhibition Gotong Royong. Things We Do Together. Gotong Royong means “common task,” a working method practiced in Indonesia that can be described as “things we do together by learning about them acting together”. I also exhibit in the show a video installation that demonstrates the actions and repression of police officers in demonstrations in São Paulo.

Gotong Royong. Things We Do Together runs until January 2018 at the U-Jazdowski Castle Center of Contemporary Art.

 

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About Clara Ianni

Visual artist. She completed a baccalaureate degree in Visual Arts from the University of São Paulo in 2010, and a master’s degree in Visual and Media Anthropology from Freie Universität in Berlin, Germany, 2013. In her work, she explores the connections between art, politics and ideology and their historical implications, with frequent reflections on the contradictions of Brazil’s modernization process. Straddling video, installation, objects and site-specific work, Ianni questions hegemonic historical discourses, exploring their blind spots. She has been featured in exhibitions such as the 31st São Paulo Art Biennial (2014); 33rd Panorama of Brazilian Art, São Paulo Museum of Modern Art (2013); the São Paulo Cultural Center Exhibition Program (2012); 12th Istanbul Biennial, Turkey (2011); and others. She served as assistant curator for the 7th Berlin Biennale, Germany (2012), curated by Artur Zmijewski and Joanna Warsza, and to Régis Michel at the Musée du Louvre (2008 and 2009). Clara Ianni lives and works in São Paulo. / É artista visual, bacharel em artes visuais pela Universidade de São Paulo, 2010, e mestre em Visual and Media Anthropology pela Freie Universität, Berlim, Alemanha, 2013. Em seu trabalho, investiga as relações entre arte, política e ideologia, e suas implicações históricas, com frequentes reflexões sobre as contradições do processo de modernização brasileiro. Transitando entre vídeo, instalação, objeto e site-specific, questiona os discursos históricos hegemônicos, explorando suas zonas de invisibilidade. Participou de exposições como a 31ª Bienal de São Paulo (2014); 33º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (2013); Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2012); 12ª Bienal de Istambul, Turquia (2011); entre outras. Trabalhou como assistente de curadoria da 7ª Bienal de Berlim, Alemanha (2012), curada por Artur Zmijewski e Joanna Warsza, e de Régis Michel no Musée du Louvre (2008 e 2009). Vive e trabalha em São Paulo.

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