It was a pleasure, last Wednesday – May 10, to participate in a panel with Juca Ferreira (Ex-Minister of Culture in Brasil) and Cyrille Brissot (French artists) to discuss the topic of ‘Artists in defense of democracy’.this panel was the first of a series of other panels under the project “Memórias Contemporâneas” a collaboration between
This panel was the first of a series under the project “Memórias Contemporâneas” a collaboration between Fundação Pedro Calmon (FPC), Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult BA), and Goethe-Institut Salvador-Bahia.
In my intervention, I was mainly tackling the question of ‘Does artists works in defense of democracy or in defense of the democracy of art itself?’ raising up question about how the international art scene is functioning vis-a-vis the notion of ‘democracy’ where most of the time ‘democracy’ become a product for sale. I also tried to point out that there is a lot be done on the local scene, specially on the institutions level, taking as example Lina Bo Bardi project for The Museum of Modern Art in Salvador, where she proposed a model that is based on building a collection for the museum but also to open the space for Bahian popular art that didn’t have access to the museum before. And the most important part of her proposal remained in creating a school of the museum, and to transform the museum to space where not art is only exhibited but also produced, and where local artists can learn, experiment and mature their work. One of the proofs that Bo Bardi’s project was in defense of democracy, is that her project was interrupted by the military dictatorship in Salvador, probably because it was a real threat to dictatorship.
__________________________________________________________________________________
Foi um prazer de ter participado, na última quarta-feira – dia 10 de maio, de uma mesa com Juca Ferreira (ex-ministro da Cultura no Brasil) e Cyrille Brissot (artista francês) pensada para discutir o tópico “Artistas em defesa da democracia”. Este encontro foi o primeiro de uma séries de outros sob o título do projeto “Memórias Contemporâneas”, uma colaboração entre a Fundação Pedro Calmon (FPC), Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult BA), e Goethe-Institut Salvador-Bahia.
Em minha participação, eu abordei principalmente a questão de “Os artistas trabalham em defesa da democracia ou em defesa da democracia da própria arte?”, levantando meus questionamentos sobre como a cena artística internacional está funcionando em relação à noção de “democracia”, onde a maior parte do tempo ‘democracia’ se torna um produto de venda. Também tentei salientar que há muito a ser feito no cenário local, especialmente no nível institucional, tomando como exemplo o projeto de Lina Bo Bardi para o Museu de Arte Moderna de Salvador, onde ela propôs um modelo que se baseia na construção uma coleção para o museu, mas também abrindo espaço para a arte popular baiana que não tinha acesso ao museu antes. E a parte mais importante de sua proposta permanece na criação de uma escola do museu e no esforço de transformar o museu em espaço onde a arte não é apenas exibida, mas também produzida, e onde os artistas locais podem aprender, experimentar e amadurecer seu trabalho. Uma das provas de que o projeto de Bo Bardi estava em defesa da democracia, é que seu projeto foi interrompido pela ditadura militar em Salvador, provavelmente porque era uma ameaça real à ditadura.
